Finitude da Vida – Ana Cláudia Messias
Hoje gostaria de trazer uma reflexão a todos. Uma reflexão sobre a finitude da vida.
A morte é inevitável. Todos vivemos sob as mesmas condições, mas, mesmo assim, nós ocidentais, evitamos pensar ou até falar sobre a morte, como um verdadeiro tabu.
Contemplar o envelhecimento, a doença, a morte e a separação para muitos pode parecer fúnebre e deprimente. Mas, na verdade, ao trazer para nossa prática diária a contemplação desses eventos, tomamos consciência da natureza efêmera e frágil que nos compõe. Nos vemos como somos de fato. E, ao lembrarmos todos os dias de que estamos sujeitos ao envelhecimento, à doença, à morte e à separação, somos capazes de lidar melhor com o nosso medo de envelhecer, de ficarmos doentes, de sermos abandonados e de morrer. Isso age diretamente na nossa capacidade de aceitar com mais facilidade essas verdades da vida. Nos consola, compreendemos verdadeiramente que é assim que as coisas são. Não podemos alterar esse curso da nossa natureza.
E, na grande sabedoria dessa aceitação, surge a clareza de que devemos estar alertas para apreciar melhor as maravilhas disponíveis no aqui e agora.
Nesse sentido, podemos incorporar à nossa prática meditativa diária as “Cinco Lembranças” recomendadas por Buda, que podem ser recitadas assim:
- “Eu tenho a natureza daquilo que envelhece. Não há como escapar da velhice.
- Eu tenho a natureza daquilo que adoece. Não há como escapar da doença.
- Eu tenho a natureza daquilo que morre. Não há como escapar da morte.
- Tudo o que me é caro e todas as pessoas a quem eu amo têm a natureza daquilo que muda. Não há como não me separar delas.
- Minhas ações são meus únicos pertences verdadeiros. Não posso escapar das consequências de minhas ações. Minhas ações são o chão no qual eu piso.” (Tich Nhat Hanh, monge budista vietnamita)
Tente praticar! Depois nos diga quais foram os efeitos disso!




