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Meditação para Crianças

A Sociedade Vipassana de Meditação planeja oferecer, num futuro próximo, meditação para crianças.
 
Estudos atuais mostram que as crianças de hoje são levadas a altos níveis de estímulos que desencadeiam estresse. Desde o nascimento elas estão submetidas a uma overdose de informações que saturam seus delicados sentidos, além de uma intensa agenda de tarefas e atividades. Esta situação traz como consequência um considerável aumento do nível da atividade cerebral e suas consequências no corpo físico, podendo ter efeitos devastadores sobre a saúde mental e física das crianças.
Lidar com este caos, fruto de um cotidiano urbano, lotado e atarefado, intenso e fatigante, já afeta aos adultos, que dirá às crianças!
 
Por outro lado, também é sabido que práticas como a meditação podem ajudar qualquer e toda pessoa para uma melhor qualidade de vida.
 
Além disso, a ciência recentemente nos dá a boa notícia de que "o papel da neuroplasticidade de transformar o cérebro emocional, abre novos mundos de possibilidades. Não estamos presos ao cérebro com o qual nascemos, pois temos a capacidade de direcionar deliberadamente as funções que vão florir e as que vão fenecer, as capacidades morais que vão surgir e as que não vão surgir, as emoções que vão florescer e as que vão ser silenciadas "- diz o cardiologista Dr. Georg Tuppy (*1).
 
Sabendo disso, o que propomos é a prática da meditação Vipassana, desenvolvida especialmente para as crianças e adolescentes, como um processo que auxilia o crescimento do corpo-mente das mesmas, promovendo o desenvolvimento da personalidade, da criatividade e da expressão de cada criança.
 
Vipassana significa ver claramente em sânscrito, ou seja, ver as coisas como realmente elas são, ou melhor, ver a nós mesmos e as nossas vidas de forma clara. É uma das mais antigas técnicas de meditação da Índia e foi redescoberta por Buda há mais de 2500 anos e ensinada por ele como um remédio universal para males universais - uma arte de viver.
 
A meditação Vipassana é a consciência que emerge por prestar atenção propositalmente no momento presente, sem julgar os desdobramentos das experiências momento a momento. É uma jornada para o autoconhecimento baseada na observação, um tipo de prática que você busca encontrar quietude no meio da atividade, de modo que você olhe para a quietude sem fechar as portas do mundo; busca encontrar uma centralidade ou uma paz, ainda que você esteja ouvindo e vendo e cheirando e degustando. É uma prática que possibilita a dissolução das impurezas mentais, resultando numa mente em equilíbrio, cheia de amor e compaixão.
 
Nosso objetivo é oferecer a todas as crianças e adolescentes a oportunidade de aprender e praticar a meditação Vipassana.
 
- Promover saúde e bem-estar a todos que nos cercam através da prática da meditação e inspirar conexões saudáveis ​​entre filhos, pais e todas as pessoas, independentemente de suas crenças, origens culturais, étnicas e religiosas,
visando o despertar de uma consciência maior para um mundo melhor e mais justo.
 
- Oferecer cursos para crianças e adolescentes com o intuito de aquietar suas mentes, melhorar sua concentração e relaxamento, desenvolvendo sua criatividade e imaginação;  ajudar crianças e adolescentes a reforçar a paz de espírito, a respirar em situações de estresse, a levantar a autoestima e aprender a autodisciplina.

A prática de meditação alivia o estresse e ajuda as crianças e adolescentes a relaxarem e a se concentrarem durante as aulas, melhorando a atenção, o foco, a memória e a capacidade de aprender. Aumenta a autoconsciência, a autoestima e a criatividade.

Do ponto de vista espiritual, boas técnicas de meditação ensinam as crianças a auto-consciência, incentivando- as ser elas mesmas, e ajudando-as a enfrentar a vida com maior crença em seu próprio potencial.

A seguir, parte de uma matéria extraída da Revista Época de 04/04/2011:

…a ciência provou que até quem medita por um longo período pode sentir menos dor do que aqueles que não meditam. Um grupo da Universidade de Montreal publicou um trabalho, em 2011, mostrando por meio de imagens de ressonância magnética, como o cérebro de quem medita reage a estímulos de dor. Embora o praticante conheça a dor, ela não é processada na parte do cérebro responsável por avaliar, raciocinar e memorizar informações. "Achamos que [quem medita] sente as sensações, mas encurta o processo, impedindo a interpretação dos estímulos dolorosos”, diz o principal autor do trabalho, Pierre Rainville. É como se quem medita desligasse certas áreas do cérebro receptivas da dor, mesmo experimentando-a.

Para os budistas, há uma fórmula subjetiva para essa explicação científica da dor. Em recente visita ao Brasil, na qual palestrou sobre meditação para especialistas e leigos na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e em Brasília na Sociedade Vipassana de Meditação, o monge Bhante Yogavacara Rahula, do monastério Bhavana Forest, nos Estados Unidos, explicou que sofrimento = dor x resistência. A fórmula significa que quanto mais resistência você oferece à dor, mais você se apega a ela, causando mais sofrimento. Em caso de resistência zero, o sofrimento decorrente da dor é nulo. Uma mente bem treinada faz com que você não dê tanto peso às intempéries, e isso o afasta daquilo que é ruim. “O segredo é não lutar contra as realidades da vida, contra a impermanência”, afirma Rahula. “Dor é dada, sofrimento é opcional”…

Referências:

1. Dr. Georg Tuppy é cardiologista e estudioso de neurociências e técnicas complementares em saúde, e tem dado palestras sobre os efeitos neurológicos do abuso infanto-juvenil.
2. Revista Época – artigo: Meditação é o Remédio publicado em 04/04/2011

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