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Tipos comuns de diálogos internos

Bob Stahl – 12 de setembro de 2016

Como prestar atenção ao seu diálogo interno pode livrá-lo de suas dúvidas e ajudá-lo a se familiarizar com sua própria marca pessoal de piloto automático.

O Laboratório de Neuroimagem da Universidade do Sul da Califórnia diz que uma pessoa tem cerca de setenta mil pensamentos por dia. Se isso é verdade ou não, uma coisa que você pode ter certeza é que a mente nunca pára de pensar, analisar e tentar descobrir as coisas. Não importa se você está acordado ou adormecido; as rodas continuam girando. Nossas mentes funcionam como um filme – tanto em imagens como em palavras. Alguns de nós pensam mais frequentemente em imagens, enquanto outros experimentam mais conversa, e para alguns é uma boa mistura de ambos. O interessante é que na maioria das vezes, nem estamos cientes do que está acontecendo em nossas mentes.

Quando você começa a trazer a atenção plena para os pensamentos, uma coisa que percebe é algum tipo de “dialógo interno” acontecendo – você está falando com você mesmo. Quando trazemos a consciência de iniciante aos nossos diálogos internos, notamos como é incrivelmente difícil estarmos com nós mesmos por tanto do tempo. Dizemos coisas que nunca diríamos a um amigo: O que há de errado comigo? Eu sou tão idiota! Eu nunca vou conseguir isso direito! Ao longo do tempo, notamos como o humor distorce os pensamentos em uma direção ou outra. Quando estamos de bom humor, a freqüência e a intensidade dos pensamentos negativos se iluminam. Talvez até nos percebamos pensando: Eu sou brilhante! E quando há mais sofrimento emocional, os pensamentos negativos se tornam mais intensos e frequentes.

Ser intencionalmente curioso, sobre como sua mente funciona e até mesmo rotular certas categorias de pensamentos, amplia o espaço entre a consciência e os próprios pensamentos. Nesse espaço é onde sua escolha e liberdade vivem.

Mas, como todas as coisas, essas formações mentais têm uma vida, aparecendo e desaparecendo. Trazer a atenção plena aos nossos pensamentos ajuda a nos familiarizar com a maneira como nossas mentes operam automaticamente, e também nos liberta de ter esses pensamentos que ditam quem somos e em que acreditamos. Não somos nossos pensamentos – nem mesmo os pensamentos que dizem o que nós somos.

O que está em sua mente?

De vez em quando hoje, faça a você mesmo uma pergunta simples: o que está em minha mente? Você percebe que está pensando principalmente em imagens, palavras ou ambos? Depois de estar ciente de um pensamento, pergunte a si mesmo: Eu imagino que pensamento virá em seguida? Seja curioso sobre como sua mente é tão rápida para julgar a si mesmo e a outras pessoas. Você observa como esses vários estados mentais – pensamentos e imagens – estão constantemente mudando?

Aqui estão algumas categorias de pensamentos que você pode encontrar flutuando em sua mente:

  • Preocupação – Este é o jogo da mente “E se?”. Ele projeta o pior cenário do futuro com pensamentos preocupados: E se isso acontecer? E se aquilo acontecer? Esses pensamentos amplificam a ansiedade e a depressão.
  • Culpa – esta é uma armadilha da mente em que algum sentimento incômodo é carregado por nós, tornando-nos responsáveis pela dor do outro, ou responsabilizando os outros pela nossa dor. O problema aqui é que, quando você percebe a questão como estando fora, você coloca fora de você o seu poder para efetuar a mudança.
  • Remoer – Quando nossos pensamentos refletem sobre as circunstâncias passadas, revivendo-as novamente e novamente, muitas vezes em um esforço para descobrir algo.
  • Projetar – Esta é a mente que está praticando algum evento futuro, projetando, repetidas vezes, as possíveis maneiras que ele possa acontecer.

Ser curioso intencionalmente sobre como sua mente funciona, e até mesmo rotular certas categorias de pensamentos, amplia o espaço entre a consciência e os próprios pensamentos. Nesse espaço é onde sua escolha e liberdade vivem.

Este artigo foi adaptado de MBSR Every Day, Práticas Diárias do Coração de Mindfulness-Based Stress Reduction por Elisha Goldstein PhD, Bob Stahl PhD