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Ajaan Thanissaro será o instrutor do retiro de carnaval de 2018 da SVM

O retiro de carnaval de 2018 da Sociedade Vipassana de Meditação, com o tema O Nobre Caminho Óctuplo, será conduzido pelo renomado monge americano Ajaan Thanissaro e seu discípulo brasileiro, Than Saulo, que será seu tradutor. O retiro ocorrerá na fazenda Paraíso na Terra, em Brazlândia/DF, entre os dias 9 e 14 de fevereiro.

As inscrições serão abertas em breve e as vagas são limitadas. Logo divulgaremos novas informações.

Sobre o instrutor

Thanissaro Bhikkhu (também conhecido como Ajaan Geoff) é um monge budista americano da Tradição da Floresta Tailandesa. Depois de se graduar em História Intelectual da Europa, em 1971, ele viajou para a Tailândia, onde estudou meditação sob a orientação de Ajaan Fuang Jotiko, aluno do renomado mestre Ajaan Lee. Ajaan Geoff se ordenou em 1976 e viveu em Wat Dhammasathit até 1991, quando viajou para a região de San Diego nos EUA e ajudou Ajaan Suwat Suvaco a fundar o Metta Forest Monastery, o primeiro mosteiro da Tradição da Floresta nos Estados Unidos. Ele se tornou o abade do mosteiro em 1993.

Ajaan Thanissaro é conhecido pelas traduções do pali para o inglês do Dhammapada e do Sutta Pitaka – quase mil suttas no total – e também por suas traduções de grandes mestres tailandeses. É também autor de diversos trabalhos relacionados ao Dhamma e pela compilação de inúmeros guias de estudos, todos disponíveis gratuitamente no site www.dhammatalks.org, alguns já traduzidos para o português.

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Inscrições abertas para a palestra gratuita do 23º MBSR

O MBSR – Mindfulness Based Stress Reduction (Programa de Redução do Estresse) é oferecido pela Sociedade Vipassana em Brasília e já está em sua 23ª edição. O objetivo do programa, de 8 semanas, é melhorar a qualidade de vida e saúde de quem participa, através de aprendizado teórico e práticas. A palestra gratuita acontece no dia 10 de janeiro, na Asa Norte. Estamos esperando você!

Saiba mais e inscreva-se aqui!

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Palestra “Ilusão e Realidade”

No dia 8 de novembro, às 19:45, a Sociedade Vipassana receberá a palestra “Ilusão e Realidade”, com Ajahn Mudito. Venha ouvir seus ensinamentos, inscreva-se.

Sobre o Ajahn Mudito

Ajahn Mudito começou a vida monástica em 2002, aos 25 anos de idade. Foi ordenado em Wat Nong Pah Pong, mosteiro localizado no nordeste da Tailândia, tendo como preceptor Luang Pó Liem, que é sucessor direto de Ajahn Chah, um dos mais importantes professores de Dhamma da Tradição da Floresta. Residiu em vários mosteiros, praticou sob a orientação de Luang Pó Piak e traduziu ensinamentos de diversos mestres da Tradição da Floresta para a língua portuguesa. Atualmente, Ajahn Mudito está envolvido com o projeto de estabelecimento de um mosteiro da linhagem de Ajahn Chah no Brasil.

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Inscreva-se para o curso 2 de meditação

No dia 24 de novembro haverá mais uma edição do Curso 2 de Meditação da SVM. Inscreva-se neste link.

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Mindfulness Can Literally Change Your Brain

The business world is abuzz with mindfulness. But perhaps you haven’t heard that the hype is backed by hard science. Recent research provides strong evidence that practicing non-judgmental, present-moment awareness (a.k.a. mindfulness) changes the brain, and it does so in ways that anyone working in today’s complex business environment, and certainly every leader, should know about.

We contributed to this research in 2011 with a study on participants who completed an eight-week mindfulness program. We observed significant increases in the density of their gray matter. In the years since, other neuroscience laboratories from around the world have also investigated ways in which meditation, one key way to practice mindfulness, changes the brain. This year, a team of scientists from the University of British Columbia and the Chemnitz University of Technology were able to pool data from more than 20 studies to determine which areas of the brain are consistently affected. They identified at least eight different regions. Here we will focus on two that we believe to be of particular interest to business professionals.

The first is the anterior cingulate cortex (ACC), a structure located deep inside the forehead, behind the brain’s frontal lobe. The ACC is associated with self-regulation, meaning the ability to purposefully direct attention and behavior, suppress inappropriate knee-jerk responses, and switch strategies flexibly. People with damage to the ACC show impulsivity and unchecked aggression, and those with impaired connections between this and other brain regions perform poorly on tests of mental flexibility: they hold onto ineffective problem-solving strategies rather than adapting their behavior. Meditators, on the other hand, demonstrate superior performance on tests of self-regulation, resisting distractions and making correct answers more often than non-meditators. They also show more activity in the ACC than non-meditators. In addition to self-regulation, the ACC is associated with learning from past experience to support optimal decision-making. Scientists point out that the ACC may be particularly important in the face of uncertain and fast-changing conditions.

  

The second brain region we want to highlight is the hippocampus, a region that showed increased amounts of gray matter in the brains of our 2011 mindfulness program participants. This seahorse-shaped area is buried inside the temple on each side of the brain and is part of the limbic system, a set of inner structures associated with emotion and memory. It is covered in receptors for the stress hormone cortisol, and studies have shown that it can be damaged by chronic stress, contributing to a harmful spiral in the body. Indeed, people with stress-related disorders like depresssion and PTSD tend to have a smaller hippocampus. All of this points to the importance of this brain area in resilience—another key skill in the current high-demand business world.

These findings are just the beginning of the story. Neuroscientists have also shown that practicing mindfulness affects brain areas related to perception, body awareness, pain tolerance, emotion regulation, introspection, complex thinking, and sense of self. While more research is needed to document these changes over time and to understand underlying mechanisms, the converging evidence is compelling.

Mindfulness should no longer be considered a “nice-to-have” for executives. It’s a “must-have”:  a way to keep our brains healthy, to support self-regulation and effective decision-making capabilities, and to protect ourselves from toxic stress. It can be integrated into one’s religious or spiritual life, or practiced as a form of secular mental training.  When we take a seat, take a breath, and commit to being mindful, particularly when we gather with others who are doing the same, we have the potential to be changed.

Fonte: Harvard Business Review

https://hbr.org/2015/01/mindfulness-can-literally-change-your-brain

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Meditação melhora respostas físicas e emocionais ao estresse

Meditação da compaixão

Dados de uma nova pesquisa sugerem que indivíduos que se engajam na meditação da compaixão podem se beneficiar de reduções nas respostas inflamatórias e comportamentais ao estresse, que estão ligadas à depressão e a um grande número de doenças. O estudo foi publicado no jornal médico Psychoneuroendocrinology.

“Embora se tenha dado muito atenção às práticas de meditação que enfatizam o processo de acalmar a mente, a melhoria da concentração da atenção ou o desenvolvimento da mente alerta, sabe-se pouco sobre as práticas de meditação desenvolvidas especificamente para incentivar a compaixão,”diz Geshe Lobsang Tenzin Negi, que desenvolveu o aplicou o programa de meditação usado na pesquisa.

Efeitos da meditação

Este estudo concentrou-se nos efeitos da meditação da compaixão sobre as respostas inflamatórias, neuroendócrinas e comportamentais ao estresse psicológico, e avaliou o grau no qual o engajamento na prática da meditação influencia a reatividade ao estresse.

“Nossas descobertas sugerem que as práticas de meditação projetadas para aprimorar a compaixão podem impactar rotas fisiológicas que são moduladas pelo estresse e que são relevantes para doenças,” explica o Dr. Charles L. Raison, diretor clínico do Programa Mente-Corpo da Universidade de Emory e coordenador da pesquisa.

Participaram da pesquisa 61 estudantes saudáveis com idades entre 17 e 19 anos. Metade dos participantes foram selecionados aleatoriamente para receber seis semanas de treinamento em meditação da compaixão e metade foi selecionada para participar de um grupo de controle de discussão sobre saúde.

Meditação Lojong

Embora secular em sua apresentação, o programa de meditação da compaixão foi baseada em uma prática milenar do Budismo Tibetano conhecida no Tibete como “Lojong”.

A prática da Logonj utiliza um enfoque analítico e cognitivo para desafiar os pensamentos e emoções inexplorados de uma pessoa em relação a outra, com um objetivo de longo prazo de desenvolver emoções e comportamentos altruísticos com relação a todas as pessoas. Cada sessão de meditação combina aprendizado, discussão e prática da meditação.

O grupo de controle participou de aulas desenvolvidas pelos pesquisadores sobre tópicos relevantes para a saúde física e mental de estudantes, tais como gerenciamento do estresse, abuso de drogas e desordens de alimentação. Além disso, foi desenvolvida uma grande quantidade de atividades com a participação dos estudantes, tais como debates simulados e atividades lúdicas.

Testes de estresse

Depois que o período de estudos e práticas terminou, os estudantes participaram de um teste de estresse em laboratório para investigar como os sistemas endócrinos e inflamatórios respondiam ao estresse psicológico.

Não foram verificadas diferenças entre os estudantes do grupo de meditação da compaixão e do grupo de controle, mas, dentro do grupo de meditação, houve uma forte correlação entre o tempo despendido na prática da meditação e a redução nas respostas emocionais e inflamatórias em resposta aos fatores estressantes.

De forma consistente com esta descoberta, quando o grupo de meditação foi dividido em grupos de muita prática e pouca prática, os participantes no grupo de muita prática mostraram reduções nas respostas quando comparados com o grupo de pouca prática e com o grupo de controle.

Recentemente um outro estudo comprovou os benefícios para a saúde de um outro tipo de meditação, a meditação da mente alerta – veja Meditação da mente alerta diminui progressão do HIV.

Fonte: http://www.diariodasaude.com.br
Imagem: Pixabay

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Meditação reduz o impacto emocional da dor

Dor menos desagradável

Pessoas que meditam regularmente têm uma sensação menos desagradável da dor porque seus cérebros antecipam menos a dor, o que diminui seu impacto emocional.

Depois de avaliar voluntários com vários graus de experiência com a meditação, de praticantes iniciantes até mestres com décadas de meditação, cientistas da Universidade de Manchester, na Inglaterra, descobriram que os meditadores mais avançados alcançam um nível suficiente para sofrer menos com a dor.

“Os resultados do estudo confirmam nossa suspeita de que a meditação pode afetar o cérebro. A meditação treina o cérebro para ter mais foco no presente e, com isso, gasta menos tempo antecipando futuros eventos negativos. Pode ser por isso que a meditação é eficaz em reduzir a recorrência da depressão, que torna a dor crônica consideravelmente pior,” explica o Dr. Brown.

Meditação vista pela ciência

“A meditação está se tornando cada vez mais popular como uma forma de tratar doenças crônicas, tais como a dor causada pela artrite,” diz o Dr. Christopher Brown, que conduziu a pesquisa.

“Recentemente, uma instituição de caridade de saúde mental pediu que a meditação torne-se disponível rotineiramente [no sistema de saúde] para tratar a depressão, que ocorre em até 50% das pessoas com dor crônica. Entretanto, os cientistas só agora começam a analisar a forma como a meditação pode reduzir o impacto emocional da dor,” conta ele.

O estudo, que será publicado na revista médica Pain, descobriu que determinadas áreas do cérebro ficam menos ativas quando os meditadores antecipam a dor que, durante o experimento, era induzida por um pequeno laser.

Aqueles com mais experiência de meditação – até 35 anos de prática – apresentaram a menor expectativa da dor, o que levou que relatassem uma menor intensidade dessa dor.

Como a meditação modifica o cérebro

O estudo também revelou que pessoas que meditam apresentam uma atividade incomum no córtex pré-frontal durante a antecipação da dor, uma região do cérebro conhecida por estar envolvida no controle da atenção e com os processos de pensamento quando a pessoa se depara com ameaças potenciais.

Os resultados deverão incentivar novas pesquisas sobre como o cérebro é modificado pela prática da meditação.

“Embora tenhamos descoberto que os meditadores antecipam menos a dor e acham a dor menos desagradável, não está claro como exatamente o tempo de meditação muda as funções cerebrais para produzir esses efeitos,” conclui o pesquisador.

Fonte: www.diariodasaude.com.br
Imagem: Pixabay

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Meditação é tão eficaz quanto antidepressivos contra recaída da depressão

Meditação versus antidepressivos

Cientistas do Centro de Dependência e Saúde Mental (CAMH), no Canadá, constataram que a terapia cognitiva baseada na meditação da mente alerta oferece o mesmo nível de proteção contra a recaída da depressão que a medicação antidepressiva tradicional.

O estudo, publicado na edição atual do Archives of General Psychiatry, comparou a eficácia da farmacoterapia com a meditação da mente alerta, estudando pessoas que foram inicialmente tratadas com antidepressivos e, em seguida, ou pararam de tomar a medicação a fim de praticar a meditação, ou continuaram a tomar medicação por 18 meses.

“Os dados disponíveis sugerem que muitos pacientes deprimidos param com a medicação antidepressiva muito cedo, seja por causa dos efeitos colaterais, seja por não quererem ficar tomando o medicamento durante anos,” diz o Dr. Zindel Segal, coordenador do estudo.

Controle das emoções

A terapia cognitiva baseada na meditação é uma abordagem não-farmacológica que ensina habilidades no controle das emoções, de forma que os pacientes possam monitorar possíveis desencadeadores das recaídas, bem como adotar mudanças no estilo de vida que ajudem a manter um humor mais equilibrado.

Os participantes do estudo que foram diagnosticados com transtorno depressivo grave foram todos tratados com antidepressivos até a diminuição dos sintomas.

Eles foram então aleatoriamente designados para deixar a medicação e começar a aprender a técnica de meditação, deixar a medicação e receber um placebo, ou continuar com a medicação.

Essa proposta inovadora de pesquisa permite comparar a eficácia de prosseguir o tratamento farmacológico com um tratamento psicológico, em relação à manutenção do mesmo tratamento – antidepressivos – ao longo do tempo.

Os participantes escalados para a terapia com meditação participaram de 8 sessões semanais em grupo e se comprometiam a praticar diariamente em casa – uma espécie de dever de casa.

Foram realizadas avaliações clínicas a intervalos regulares em todos os participantes durante um período de 18 meses.

Recaída da depressão

As taxas de recaída para os pacientes no grupo da meditação foram as mesmas registradas entre os pacientes que continuaram recebendo antidepressivos – ambos na faixa de 30%.

Mas os pacientes que receberam placebo recaíram em uma taxa significativamente mais elevada – 70%.

“As implicações reais destes resultados é que eles confrontam diretamente a linha de frente dos tratamentos atuais da depressão. Para esse grupo considerável de pacientes que estão relutantes ou incapazes de tolerar o tratamento antidepressivo de manutenção, a meditação oferece o mesmo nível de proteção contra a recaída,” disse o Dr. Segal.

Font: www.diariodasaude.com.br
Image: Pixabay

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How mindfulness can change your brain and improve your health

Yoga and meditation offer health care savings— and you can do them at home

A new research study shows that a little yoga or meditation a day might just keep the doctor away. Stress-related health problems are responsible for up to 80% of visits to the doctor and account for the third highest health care expenditures, behind only heart disease and cancer. But as few as 3% of doctors actually talk to patients about how to reduce stress. Mind-body practices like yoga and meditation have been shown to reduce your body’s stress response by strengthening your relaxation response and lowering stress hormones like cortisol. Yoga has been shown to have many health benefits, including improving heart health and helping relieve depression and anxiety. But the cost-effectiveness of these therapies has been less well demonstrated — until now.

The study

Dr. James E. Stahl and his team of Harvard researchers studied a mind-body relaxation program offered through the Benson-Henry Institute for Mind Body Medicine at Massachusetts General Hospital. The 8- week program taught participants several different mind-body approaches, including meditation, yoga, mindfulness, cognitive behavioral skills, and positive psychology. The study volunteers participated in weekly sessions and practiced at home as well. The researchers found that people in the relaxation program used 43% fewer medical services than they did the previous year, saving on average $2,360 per person in emergency room visits alone. This means that such yoga and meditation programs could translate into health care savings of anywhere from $640 to as much as $25,500 per patient each year. “There are many ways to get to the well state — many gates to wellness, but not every gate is open to every person. One of the strengths of the program is that it draws upon many different tools that reinforce each other and allow many gates to be opened to a wide array of people,” says principal.

Ver o estudo completo:

https://hms.harvard.edu/sites/default/files/assets/Harvard%20Now%20and%20Zen%20Reading%20Materials.pdf

Font: academyofmindfulpsychology.com

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Por que a meditação tem tantos efeitos positivos?

Atenção no agora

Em tempos de estresse, muitas vezes somos incentivados a fazer uma pausa por um momento e simplesmente ficar no “agora”.

Este tipo de consciência, ou “mente alerta”, uma parte essencial das tradições budista e da ioga indiana, transformou-se em um comportamento predominante conforme as pessoas tentam encontrar formas de combater o estresse e melhorar sua qualidade de vida.

E as pesquisas sugerem que a meditação da mente alerta pode ter benefícios para a saúde e o desempenho individual, incluindo melhorias na função imunológica, redução da pressão sanguínea e melhorias nas funções cognitivas.

Mas como é que uma única prática pode ter efeitos tão amplos sobre o bem-estar?

Prática multifacetada

Um novo artigo, publicado na última edição da revista Perspectivas sobre as Ciências Psicológicas, varreu a literatura científica para elaborar uma estrutura capaz de explicar estes efeitos positivos da meditação.

O objetivo deste trabalho foi “proporcionar ‘um quadro geral’, organizando muitas descobertas, como as peças de um mosaico,” afirma Britta Hölzel, da Universidade Harvard, uma das autoras do estudo.

A conclusão dos pesquisadores é que aquilo que chamamos de meditação da mente alerta não é uma habilidade única.

Pelo contrário, é uma prática mental multifacetada que engloba vários mecanismos.

Efeitos positivos da meditação

Os autores identificaram especificamente quatro componentes-chave de atenção que podem ser responsáveis pelos efeitos da meditação:

  1. a regulação da atenção
  2. a consciência corporal
  3. a regulação da emoção
  4. e o sentido do self

Juntos, esses componentes nos ajudam a lidar com os efeitos mentais e fisiológicas do estresse por métodos que não envolvem julgamentos.

Embora estes componentes sejam teoricamente distintos, eles estão intimamente entrelaçados.

A melhoria na regulação da atenção, por exemplo, pode facilitar diretamente a consciência do nosso estado fisiológico.

A consciência corporal, por sua vez, nos ajuda a reconhecer as emoções que estamos experimentando.

Compreender as relações entre esses componentes e os mecanismos cerebrais subjacentes a eles vai permitir aos médicos adequar melhor as intervenções da meditação da mente alerta para seus pacientes, diz Hölzel.

Treinamento e prática

No nível mais fundamental, o trabalho reforça a visão de que a meditação da atenção plena não é uma panaceia, capaz de curar qualquer coisa.

Uma meditação da mente alerta eficaz requer treinamento e prática, e tem diferentes efeitos mensuráveis sobre nossas experiências subjetivas, nosso comportamento e nossas funções cerebrais.

Os autores esperam que a pesquisa “permita que um conjunto muito mais amplo de indivíduos utilize a meditação da atenção plena como uma ferramenta versátil para facilitar mudanças – tanto na psicoterapia quanto na vida cotidiana.”

Fonte: www.diariodasaude.com.br